Punk Sematary: Além punk, o crossover e o hardcore invadem a banda

Divulgação banda

Formada no temido dia das bruxas no ano de 2004, a Punk Sematary não imaginaria que teria que passar por tantas "maldições" de mudanças de integrantes.  Mas parece que  por fim houve a "quebra" da maldição do dia 31/10/2004 e a banda finalmente permanece intacta desde julho de 2016 e se mostra mais consistente tanto entre membros quanto no som. Atualmente a banda é formada pelo vocalista Efren Ramones, o Guitarrista Jeffão Cabral, o baixista Francivaldo Sepultura e o baterista Jeff Drummer. O blog inforock conversou com o fundador e vocalista da banda, Efren Ramones, o qual contou um pouco sobre a história da banda e sobre os planos futuros, confira o bate-papo a seguir.


Inforock: Conte um pouco sobre a história da Punk Sematary.

Efren: O Punk Sematary surgiu no dia 31 de Outubro de 2004, na região sul de Palmas/TO. Éramos uma turma de headbangers que frequentávamos os eventos da feira da 304 Sul. Um dia antes, no dia 30 de Outubro de 2004, saímos com algumas bebidas, violões e um toca cd portátil.Passamos a noite bebendo, tocando e curtindo o toca discos até que a bateria acabou, no dia seguinte voltamos e resolvemos criar a banda. O nome, Cemitério Punk, que contava comigo no vocal, Gabriel na guitarra, Alexsandro no Baixo e Antonio Carlos na bateria. Fizemos o primeiro ensaio com 2 músicas autorais e uns 4 covers (no cemitério da região sul). No Estúdio do Roan no Jardim Aureny 4, esse estúdio existe até hoje.


Inforock: a Punk Sematary tem algum material gravado seja áudio ou visual para que outras pessoas possam conhecer? 

Efren: A banda tem 12 anos e passou por algumas mudanças nesse tempo gravamos 10 faixas em 2010 e 1 faixa em 2014. Atualmente estamos com um som mais pesado, na linha Hardcore crossover.
Arquivo da banda.  Foto de Abril 2010, momento da gravação do álbum "Swallowing Tombs"

Inforock: Poderia falar também como é o processo de composição das músicas? Há algum integrante que é dado mais preferência ou todos participam do processo?

Efren: A banda é sempre democrática na questão das letras. Porém, até hoje, além de mim, só duas canções foram compostas por outros integrantes, 1 em 2007 pelo Artur (Baixista) e outra também em 2007 pelo Lucas que era parceiro da banda. Aliás, teve outras composições, agora que lembrei, O Matheus (Baixista) compôs 1 também que não foi gravada em 2014. E o Yan (Guitarrista) também compôs 1 em 2014. Geralmente eu tomo a frente nas composições.

Inforock: A banda já passou por diversas mudanças de integrantes, o que ocasionou a constante alteração e o que isso influenciou na banda?

Efren: As dificuldades para se manter uma banda, muitos precisaram trabalhar, estudar, outros formaram família e ficou complicado conciliar. Fazer parte de banda, principalmente na região norte do Brasil é muito complicado, tem que ser guerreiro, porque não é fácil.
Toca Rock Festival. Foto: Patricia Vera


Inforock: Entendo. Sobre a formação atual , eu percebo que tem se mostrado mais consistente.Vocês planejam gravar algum material juntos? Poderia nos contar as novidades para 2017?

Efren: Ah sim! Essa formação já está marcada com certeza. Fizemos alguns shows em 2016, temos alguns agendados para 2017 e a ideia é gravar uma demo contendo 5 faixas e também produzir o primeiro clipe oficial da banda, já estamos conversando com os produtores.


Inforock: Legal! Algum show para fora do estado ou somente no Tocantins?

Efren: Fevereiro vamos tocar em Paraiso, Março talvez em Palmas e em Julho no Pará.Estamos em contato com outras cidades para fechar shows.

Divulgação banda

Inforock: Com a formação atual vocês já tocaram fora de Palmas, poderia nos contar como é a recepção do público diante do som?

Efren: Em Julho/2016 tocamos em Conceição do Araguaia/PA com essa formação atual. O público recebeu muito bem a nova proposta de som da banda, elogiaram pelo fato do som ter ficado mais rápido e mais pesado (Hardcore Crossover).

Inforock: Muito obrigada pela atenção ao blog e ao tempo para esse bate-papo. Gostaria de deixar algum recado para os leitores do blog Inforock?

Efren: Estamos com uma formação comprometida, membros experientes, com a vida quase resolvida, profissional, familiar, acredito que temos tudo para realizar algo marcante para cena local tocantinense e também do Brasil porque não. Vamos trabalhar para isso.Participem dos shows, vamos resgatar os bons tempos da cena rock tocantinense.


Contatos da Punk Sematary:
Página oficial no facebook: https://www.facebook.com/PunkSematary.HC.Crossover.Br/
SoundCloud: https://soundcloud.com/punk-sematary
Twitter: https://twitter.com/PSematary2004
TnB: http://tnb.art.br/rede/punksemataryoficial




Retrospectiva 2016 do Rock no Tocantins



Olá, inforockers!

O ano de 2016 terminou e para muitos foi um ano difícil (nos incluímos nessa), mas nós do Inforock iremos relembrar as coisas boas e que valeram a pena no Rock do Tocantins em 2016.

Ressalto que são momentos escolhidos pelo blog e que tiveram repercussão do público tocantinense.

Festivais:


  • Underground Double - 4ª edição

Escarnnia. Foto: Patricia Vera

O evento ocorreu no dia 7 de fevereiro e foi uma ocasião em que o festival teve o maior número de pessoas e com um som mais pesado, no caso contando com a banda de thrash Metal Trator e a de death Metal Escarnnia. Ambas bandas com  muitas técnicas e apresentações matadoras.

Publicamos sobre o projeto Underground Double aqui no blog Inforock, mas no momento, devido de apoio e a falta de um local para apresentações, o festival está parado.


  • Festival Bem Alí



Four de Reis. Foto: Daniela Jácome

O festival Bem Alí, organizado pela produtora Árvore Seca,  ocorreu no dia 2 de abril em 2016 no Espaço Cultural  com muita diversidade. O festival contou com as bandas Dry (GO), Overfuzz (GO), Stanka (SP), Zephyr Madness (TO), Wizened Tree (TO) e Four de Reis (TO). Além disso, contou com pista de skate e flash day de tattoo.

O evento foi um sucesso que até contou com outra edição em dezembro com maior divulgação na internet e no dia do evento teve dois palcos repletos de Rock, psicodelia e metal.

  • Grito Rock Palmas 2016

Trator - Foto: divulgação Grito Rock Palmas

O festival que acontece anualmente em várias cidades do Brasil, o Grito Rock,   finalmente retornou ao Tocantins, uma vez que a última edição foi realizada em 2011 em Palmas. A edição de 2016  foi realizada nos dias 16 e 17 de abril na Universidade Federal do Tocantins e contou com bandas dos estados do Tocantins, Goiás, Maranhão, São Paulo e Distrito Federal.

De acordo com informações divulgadas na página do Grito Rock, uma nova edição virá em 2017.

  • GuruRock 2016 - Gurupi/TO

Four Fones . Foto: Divulgação Gururock
Sucesso de público e de qualidade de bandas, a edição de 2016 do Gurock ocorrida em 27 de agosto, fez história na conhecida " Capital da amizade". O festival contou com as apresentações das bandas  Escarnnia, Punk Sematary, Four Fones, Action Inside e Andromalius.
  • Metal Fight VII - Araguaína/TO

Devore. Foto: Divulgação Underground Union produções

Organizado pela Underground Union Produções, o Metal Fight chegou a sétima edição com muito mais peso ainda.  O festival foi realizado no dia 17 de setembro e teve as bandas Devore de Araguaína, Escarnnia de Palmas, Infamy de Imperatriz/MA e a paraense Disgrace & Terror.

O festival foi divulgado até em entrevista na televisão, agitou o cenário do Rock em Araguaína, pois o público estava sedento por eventos e atendeu as expectativas, formando parcerias futuras entre bandas e produtora.


  • Toca Rock - 3ª Edição

Punk Sematary
A terceira edição do festival Toca Rock foi realizada pela primeira vez em Palmas no Tendencies Rock Bar no dia 17 de dezembro. A programação contou com as paraenses: Guilhotina (Conceição do Araguaia), F.S.M (Marabá) e Broken & Boned (Marabá). As bandas tocantinenses que se apresentaram no mesmo dia foram a gurupiense Andromalius e as palmenses Resillience, Vocifer e Punk Sematary .

O festival contou com muita energia e conhecimento de novas bandas tanto pra mim quanto para o público por meio desse intercâmbio de bandas. Ainda contou com sorteio de brindes que animou a galera.

Lançamentos:
  • Escarnia:
A banda tocantinense Escarnnia divulgou em suas redes o primeiro registro oficial em vídeo no dia 20 de maio. O clipe da música “Total Death” contou com direção e produção de Adriano Lima FilmMaker, o qual também contribuiu com a edição e arte. As cenas do clipe foram gravadas ao ar livre em um ambiente de vegetação baixa e próximo a serra em Palmas (TO).

“Total Death” é uma das faixas que fará parte do álbum ” Humanity Isolated” que será lançado em fevereiro pela Classic Metal Records em edição especial.

Confira o  clipe ” Total Death” a seguir:



  • Four Fones


A banda lançou um EP ao vivo que é divulgado que foi gerado a partir de  vídeos gravados no 13º Tendencies Rock Festival.  A ideia de ser ao vivo, conforme dito em entrevista no blog Inforock pela vocalista Karoll, é "nossa intenção é de mostrar toda energia presente em nossos shows e um EP ao vivo pode passar isso com mais precisão que um EP de estúdio".

Confira uma das músicas que fazem parte do EP:




  •  Críticos Loucos  
A  palmense com mais de 15 anos de estrada, Críticos Loucos, lançou o clipe " Fúria Inimiga" em  novembro que foi filmado pelo produtor e diretor de cinema Caio Brettas. O clipe consolida a formação  atual da banda a qual acompanham o fundador e vocalista Alan, o guitarrista Adriano Lima, o baixista Lucas Cavalcante e o baterista Maurício Sales.

 A banda tem planos para um futuro lançamento de álbum.

Assista ao clipe:




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Gostaríamos de agradecer a todos os nossos leitores, bandas/músicos, produtores, técnicos de som, designers, instituções e todos que de alguma forma colaboraram para que este ano tivesse momentos incríveis no Rock do Tocantins! Desejamos um feliz 2017 a todos!

Vida longa ao Rock'n Roll

Vocifer : desafios além do Heavy Metal tradicional

Vocifer.  Foto: Renata Ramos - Divulgação

O fato de ser jornalista e também ser fã de Heavy Metal fez com que mudasse a forma de mostrar o que vejo,sinto, ouço, provo e que descubro através de textos e imagens que faço. A música me traz um apunhalado de sensações que jorram constantemente em mim, ainda mais quando se trata de shows ao vivo.

Uma das bandas que me fazem sentir todas essas sensações ao mesmo tempo, é a Vocifer. Enxergo que desde o passado, enquanto os integrantes ainda faziam parte da Corvo, eu via muita paixão da qual compartilho por este estilo musical já mencionado.

Eles tinham sede de fazer acontecer e mostrar também a explosão de sensações que o que faziam poderia proporcionar, um simples momento de apreciação e até mesmo reflexão. Idealizada em 2013 e com dois singles lançados em 2014, Vocifer mostrou as suas raízes no Hard Rock e Heavy Metal, e mesmo diante das barreiras da distância, pois o vocalista  passou dois anos estudando no Canadá, os ideais continuaram firmes.


Os primeiros passos

A primeira apresentação como banda Vocifer ocorreu na Seletiva para o Grito Rock em Palmas/TO no dia 19 de março. O apoio dos amigos eram vistos em cada movimento, sorriso e algumas vozes a cantar trechos de suas músicas que finalmente eram ouvidas ao vivo. Uma de suas músicas, Revolution, foi (e ainda é) uma das mais aclamadas, uma vez que, ela também se tornou um videoclipe. "Eu escrevi essa música em 2013 pouco antes da onda de protestos que estavam ocorrendo. Porém ela extrapola um pouco essa fase e, infelizmente, ainda é uma música atual e acredito que ainda será por muito tempo", conta o vocalista João Pedro Noleto.

Seletiva Grito Rock  em Março


Ao seguir nessa linha de mostrar uma situação real do Brasil, tendo o clipe com cenas de protestos e de momentos históricos de revolta contra os governos, eles foram além do mesmo público de sempre. "Essa música é muito importante pra banda, pois ela trouxe pra gente um público que às vezes nem sequer ouvia heavy metal, mas acabava se identificando com a canção.", afirma o vocalista.






Influências


E com essa determinação de não ser mais do mesmo, as influências se diversificaram. Você pode ouvir ao mesmo tempo o Heavy Metal dito cujo que lembram Black Sabbath ou muitas vezes Helloween, mas também  dá sentir que há interferências (no bom sentido) de como Baden Powell e Nação Zumbi.

O Lucas ( baixista) , o Cristian ( guitarrista), o  Everton ( baterista) unidos pela voz do João, colocaram-se em um rio de mistérios, resgataram o mundo do folclore em suas músicas.  " The Curse of River's Lord" é inspirada na lenda da Boiúna, que é uma serpente gigantesca que vive dentro do fundo dos rios, lagos e igarapés, e que para se alimentar, engana as pessoas  que se aproximam destes locais.

 Ao buscar quebrar paradigmas em relação as suas fontes de inspirações, mostram o amadurecimento de todos os integrantes como músicos, pois usam esta arte para se libertar. "Inicialmente começamos a pesquisar e ler sobre as lendas e contos da serpente Boiúna, um mesmo personagem com inúmeras histórias e interpretações o que nos abriu um leque criativo muito grande. Quanto à composição é sabido que a música latina de uma forma geral ela possui mais percussão do que instrumentos harmônicos, então é um ritmo muito forte e peculiar sendo muito difícil se misturar com o metal 4/4 que estamos acostumados", relata João.

Vocifer em Abril de 2016 no Grito Rock. Foto: Daniela Jácome


Cenário

Abrir-se e desvendar outras falas, gestos, cores e sons fazem parte da vida. O respeito a diversidade, seja qual for, deve ser levado sempre adiante com as pessoas e o espaço em que é inserido. " Acho que falta mesmo é oportunidade e valorização. Tanto o público quanto os contratantes precisam dar mais de uma chance para as bandas para que elas cresçam musicalmente e sejam as mais profissionais possíveis. Outra proposta interessante é sempre que possível misturar os estilos. Nosso cenário é pequeno demais para que “restrinja” determinado público. Eu enquanto artista quero que todas as pessoas ouçam e apreciem minha música, não é possível que sequer um riff não chame a atenção de alguém que não ouça heavy metal, por exemplo", comenta.

Cativar públicos é um desafio diário, o que requer dedicação seja no âmbito musical quando em sua divulgação. Outro ponto levantado por João é a respeito do tratamento banda e produtor de show, pois  muitas vezes não há o respeito com a banda local em relação a pagamentos, tratamentos e tempo de apresentações. " Felizmente, a quantidade de eventos aumentou também, porém a questão do “só não podemos pagar” ainda dói, principalmente quando se tem bandas de fora no mesmo evento, acho contraditório não ter condições de dar um cachê e bancar a viagem de uma banda, sendo o que o público do evento será o das bandas locais, enfim, quando acontece buscamos sempre uma contrapartida, algum material em foto, vídeo e a lembrança de que quando o evento crescer estarmos sempre no topo da lista de convites, pois sempre damos nosso melhor no palco", aponta.

João, vocalista da Vocifer


Shows e planos

A banda se apresentou poucas vezes durante o ano de 2016, mas cada show  teve suas vantagens para o crescimento da Vocifer. "Só este ano participamos de grandes eventos da cena local.  O Grito Rock, o Underground Double, Braindead  - em Gurupi - e o Tocantins Musica Expressa, todos foram importantíssimos tanto pra gente quanto para a cena e pra quem pôde ir no primeiro e no último acredito que já foi possível notar uma evolução e mais maturidade no nosso trabalho. ", diz o vocalista.

Um dos momentos marcantes dos festivais marcantes foi o show no Braindead Fest em Gurupi, a qual mostrou características cada vez menos comuns nos eventos da capital tocantinense, a união e a presença do público . "A cena lá é incrível, galera unida. Fomos muito bem recebidos e foi muito gratificante tocarmos pela primeira vez noutra cidade e ouvir o pessoal cantando seu refrão colado no palco", ressalta João.

A banda possui apresentações marcadas nos dias 10 de dezembro no Festival Bem Alí que será na The Cave e no dia 17 de dezembro no Toca Rock Festival no Tendencies Rock Bar. De acordo com João, a banda está feliz com o seu desempenho  e sente gratidão por em tão pouco tempo, receber convites e reconhecimentos para festivais importantes do Tocantins.

Vocifer. Foto: Renata Ramos- divulgação
As apresentações ao vivo da banda tem melhorado de uma forma singular, algo que deve ter muita relação a abertura da  Vocifer para o "desconhecido" e seu ato de se arriscar em suas descobertas. Assim, entre os o planos da Vocifer, como a maioria das bandas que buscam o crescimento, está a conclusão de composições da nova proposta que estão defendendo e também a  gravação de um álbum, este último que será um marco na história musical do Heavy Metal no Tocantins.


Para essa jornada nova da banda, é preciso apoio de todas as pessoas envolvidas na música, seja como público ou produtor, de fazer parte do crescimento de espaços. O pedido desta contribuição é enfatizado  pelo vocalista no convite para o shows da Vocifer, "gostaria de pedir-lhes que continuem contribuindo com a cena independente, underground da cidade de vocês. Contamos com a presença de todos nos dias 10 e 17", indica.

Pode parecer conversa "batida", mas a união e a presença são os fortes meios para que bandas como a Vocifer possam mostrar o seu trabalho. Conheça as bandas da sua cidade, dê oportunidade para as coisas novas, e se gostar, compartilhe com mais pessoas, divulgue as mídias de Rock do Tocantins e presencie os eventos locais. Faça com que sensação de euforia do Rock / Metal permaneça viva e constantemente abastecida.